domingo, 4 de outubro de 2009

Mudanças nos planos (esse post vai ficar gigante!)

Olááás!!

Novidades!!

Ontem eu e Rafael fomos ao cerimonial!

Mas antes de começar falando sobre a visita, vou comentar alguns acontecimentos recentes para que todo o contexto seja compreendido...

Semana passada, eu e Rafael conversamos algumas vezes sobre a questão: festa de casamento X compra da casa.

Ele acha mais vantagem dar uma boa entrada num apartamento do que gastar um dinheirão com festa.

Eu, por outro lado, acho um absurdo casar (ainda mais depois de 10 anos de relacionamento) e não fazer festa.

Então essa semana, com inúmeros orçamentos de casas de festas em mãos (cada um com valores mais altos que o outro), nós conversamos, discutimos, brigamos... Cada um tentando defender sua teoria.

Reconheço que ele está certo, pois não pensa somente nas 4 horas de festa, e sim no “felizes para sempre” que vem logo em seguida...

É bacana se preocupar com o teto, com o financiamento e tals... Mas abrir mão do sonho de fazer uma festa é uma coisa inaceitável para mim... Eu sou daquelas que pensam que casamento é uma vez só, e passada aquela oportunidade, não dá pra repetir...

Exemplo: Com um ou dois anos de casados, com disciplina financeira, pode se comprar um imóvel, mas não dá para fazer aquela festa de casamento que não aconteceu (até pode-se festejar, mas perde-se 98% do brilho da ocasião)

Acontece, que na nossa condição atual, fazer uma festa nos padrões que eu sonho é coisa inviável. Financeiramente falando.

Atualmente eu estou à procura de emprego, ele está estagiando, (com previsão de contratação efetiva somente em Fevereiro do ano que vem). Contamos com uma ajuda pequena da minha mãe e zero ajuda da sogra.

Então, eu fiquei imaginando que daria para diluir os gastos da festa se começássemos a pagá-la com uns 20 meses de antecedência, onde minha mãe daria a entrada agora em Dezembro e Rafael assumiria as prestações juntamente com minha mãe até eu arrumar um emprego.

Conversamos, ele topou, embora meio inconformado de gastar uma dinherama com festa. A idéia dele era de fazer uma festa mais econômica, e assim juntar mais dinheiro para dar uma boa entrada no imóvel.

E assim eu marquei a visita ao primeiro cerimonial dos dois que eu havia gostado (tanto do local quando do preço)

Recebi o orçamento e estava muito animada!

Porém quando estava me arrumando para ir conhecer o cerimonial, senti um friozinho diferente na barriga. Achei que fosse só empolgação (afinal estaria indo ver o espaço onde estava planejando fazer minha festa de casamento).

O friozinho foi se transformando em algo parecido com medo... Não sei bem explicar...

Eram 13h e 30min quando Rafael chegou para me buscar e eu pensei em desistir de ir. Achei que a dona do cerimonial nem ia nos levar muito a sério, afinal, ainda não usamos nenhuma aliança de ouro na mão direita e ela perguntaria quando seria o casamento (apesar de já saber, pois eu tinha dito a ela no dia que telefonei para marcar) e eu responderia: “24 de Setembro de dois mil e ONZE”.

Sei lá... Fiquei fiquei pensando que ela acharia tudo muito utópico...

No caminho, Rafael falava algumas coisas com empolgação, mas eu confesso que nem dei muito ouvidos ao que falava.

Fiquei lembrando que na ultima lista que fizemos não tínhamos chegado a 130 nomes e o cerimonial só fecha contrato no mínimo para 200 pessoas (onde eu arranjaria mais setenta pessoas para preencher a lista? Teria que acabar convidando algumas pessoas irrelevantes pra totalizar as duzentas.

Pensei que já que pagaria uma fortuna para 70 pessoas irrelevantes, talvez fosse mais interessante fazer uma festa aberta no salão da igreja (onde os gastos seriam infinitamente menores)

Pensei, pensei... Até que chegamos ao cerimonial

A entrada era um sonho! Logo esqueci os pensamentos. Demorou um pouquinho até que a dona nos atendesse.

Ela foi super simpática e nos mostrou o cerimonial. Na escada (que estava decorada com flores, visto que teria uma festa de casamento à noite) eu já estava toda encantada achando tudo perfeito!

Quando entrei no salão me derreti...

Estava perfeito!

A decoração era lilás, o tamanho do salão era o que eu esperava, a pista de dança já estava montada (com globos de espelho que eu ADORO!), os doces já estavam postos na mesa (e nas lindas forminhas), só não havia chegado o bolo até aquele momento.

Mas estava tudo muito lindo! Fiquei apaixonada!!

Extasiada é a palavra que define o que eu sentia...

Rafael também gostou muito (pude ver as bolinhas do olho dele brilhando)

Até que fomos conduzidos ao escritório da proprietária, para tratar de assuntos referente à valores, contrato e etc...

No orçamento que ela me mandou por e-mail, eu achei o valor do coquetel por pessoa, bem legal, porém estava incluído bebidas alcoólicas (o que não terá no nosso casamento, pois somos evangélicos), então imaginei que o valor cairia um pouco (o que tornaria o meu sonho mais viável ainda).

Se o valor não caísse por conta das bebidas, ainda assim estaria um preço bem bacana! Até Rafael estava achando o sonho "pagável", sem comprometer (embora dificultar um pouco) o valor que precisamos juntar para a entrada do imóvel.

Porém, no escritório a coisa mudou...

Ela disse que para 2011 o valor seria reajustado e travou uma peixeira gigante no meu estômago e no de Rafael. Aumentou o valor do buffet em mais de 20% por pessoa e além disso, disse que a partir de Junho de 2010, o cerimonial vai cobrar por fora a decoração (que variando do tipo, pode ir de R$ 3.000,00 à R$ 4.500,00) e mais uma taxa de utilização do espaço no valor de R$ 1.800,00.

O sonho virou pesadelo em poucos segundos e eu tive que me segurar para não gaguejar...

Perguntei a ela qual seria o valor que ela me cobraria sem as bebidas e ela me respondeu que aquele valor já estavam excluídas as bebidas.

Na hora, só me restou sair pela tangente e dizer que estudaríamos a proposta com carinho e retornaríamos em Dezembro ou Janeiro, caso fosse viável (claro que não é viável!!)

Com sorrisos agradecemos a atenção dela, e quando saímos, eu e Rafael não trocamos nem uma palavra!

Entramos no carro e eu quebrei o silêncio dizendo: “Muito lindo, mas não rola!”

Ele concordou que era muito bonito, mas ela meteu a mão! Caracas! 20% de aumento de um ano para o outro foi um chute no fígado.

Rafael chegou a cogitar a hipótese de marcarmos para ver o outro cerimonial, porém eu descartei a idéia, pois com certeza, vai haver outro “reajuste” altíssimo para 2011. Melhor nem perdermos nosso tempo.

Estou começando a achar super bacana a idéia de fazer uma mini-festa de casamento.

Convidar apenas as pessoas mais próximas e mais queridas, alugar um salão mais simples (de preferência sem buffet) e caprichar nos detalhes pra ter a festa que sonhamos!

Bem... é isso!

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